15/11/2011

Estilo é pra quem tem.

Estilo. Com certeza Amanda Monteiro, a Mandy, tem de sobra. Com referências de pinups, estrelas do rockabilly ou mulheres marcantes do cinema, ela consegue trilhar seu próprio estilo, que equivale a uma carga de conteúdo que realça sua beleza.

O estilo, seja lá qual ele for, requer mais do que roupas legais e um cabelo diferente, é a coragem de ser o que se realmente é. A exteriorização do ser traduzida em visual. Exteriorizar bom gosto é com ela.

Mandy é dj de rockabilly, punk e psychobilly. Além disso tem um blog sobre cultura e moda, que vale a visita. Até aí não teria nada de tão diferente nela. Porém, no momento em que se aproxima de um notebook ou de uma pick-up, consegue chamar atenção com um playlist não tão fofo (nem sei se fofo existe nas escolhas musicais dessa mocinha), o que a difere de algumas mulheres que tocam nas festas alternativas. 

Se o tipo de música que ela toca era só coisa de homem com um copão de cerveja, motos tunadas e tatuagens à mostra, não é mais. Ela chegou para quebrar o preconceito existente com mulheres que discotecam.


Estava n'um pub faz algum tempo e ouvi a discotecagem da Mandy, fiquei impressionada. Naturalmente ela consegue fazer com que as pessoas fiquem loucas  e batam pés, levantem e chamem os amigos para dançar. Ela consegue um efeito inesperado tocando músicas consideradas "sujas", mostrando que conhece o que toca, que vive aquilo. Isso faz com que as pessoas vivam o momento com ela. Uma amiga minha chegou a dizer: "Nossa essa menina tem muito bom gosto, não acredito que tô ouvindo esse tipo de som vindo de uma garota".

Johnny Cash, Demented are go, The Cramps, The Meteors, The Stray Cats, Wanda Jackson. Isso é a pontinha hit do iceberg da Amanda. Fora isso tenho que levar um caderninho de anotações, porque a avalanche de coisas interessantes não para por aí a cada set.

O vestir, é uma pele social, que faz com que aquelas pessoas que ouvem o som, solitárias, se impulsionem a se agrupar e criar assim uma identificação. É isso que temos visto em Belém, as mulheres se identificando com mulheres que resolvem sair da pista de dança e comandar o que as pessoas vão ouvir.

Todos ganham. Mulheres que se sentem inspiradas pela atitude e estilo dessas pupilas da discotecagem (porque inveja é coisa do passado hein rs) e os homens que aprendem que machismo nunca conquistou ninguém, e que as mulheres assim como eles, gostam de música "suja" e um bom copo de cerveja. 


Para quem não bebe, não se sinta ofendido, mas ouvir o set da Mandy requer um bom brinde. Já me sinto ansiosa pelo próximo e quem ouve garanto que também fica.

2 comentários:

  1. Bom texto, Monique, a Mandy merece mesmo este destaque, quando eu fazia festas em Belém sempre a chamava pra discotecar.

    Creio que só faltou acrescentar um detalhe: ela foi a primeira DJ que conheci a dançar o próprio set. Tem lógica né? Qual a moral de a pessoa programar um som 'do caramba' e ficar estática na cabine ao mesmo tempo em que vê todo mundo se acabando (no melhor sentido) na pista?

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  2. ahahaha boa lembrança Fabio, minha memória é meio falha, vá se acostumando. Agora falando sério, obrigada :)

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