10/11/2011

Harmonia tem nome.

"Nique não acredito que você ainda não foi na Black Soul Samba"


Escutei essa frase de várias pessoas em variadas ocasiões, desde a primeira festa do Coletivo Black Soul Samba eu realmente queria ir, juro! Sempre acontecia alguma coisa e não rolava esse encontro. Finalmente esse ano eu fui (ufa!), foi uma aventura legal. Coloquei uma camisa do The Clash ,embarquei no ônibus do Arsenal (como demora pra passar, Jesus!) e fui rezando para gostar da festa.

Música brasileira e negra, até aí eu sabia que isso ia tocar por lá. Na entrada uma moça bem sorridente me atendeu e disse que a entrada de 5 reais já estava 10. Poxa, sempre chego atrasada nas promoções, mas em algum post sobre moda eu falo sobre essa sina.

Peguei o flyer da festa, bem colorido, as propagadas desse coletivo são sempre legais por sinal. Mergulhei pelas escadas do Palafita e só de lembrar já quero voltar a sentir o que senti naquela sexta.

Então, é um clima confortável que a Black cria (veja a intimidade,"Black"), mas é natural esse sentimento de proximidade, pois as músicas, as pessoas e o conceito todo da festa respiram beleza e harmonia. Você pode ser você mesmo e as pessoas te aceitam, não te olham torto porque suas roupas não são da última tendência. Estranho que exista um preconceito com a música brasileira que parta dos próprios brasileiros, mas é legal (ainda uso essa palavra) saber que tem gente que coloca camisas de algodão macio ou saias floridas e vai em busca de novos sons, que o pessoal da Black propõe, e muito bem.

Dentre as coisas que eles propõe estão uma nova consciência ambiental/sustentável e ações sociais com jovens em situação de risco, que amam música.

Samba-rock, partido alto, samba de breque, samba raiz,soul, “funky music” nacional e internacional dos anos 60 e da atualidade, reggae e a gostosura do dub. Esses sons rolam na festa do coletivo. Muita coisa  abriu um vazio dentro de mim, minha testa pulsava e algum vento desses que corre pelo Palafita me dizia: em que planeta você vive que adiou esse encontro, que mais que paixão arrebatadora, te trouxe amor? 

Quem vai uma vez volta sempre. Essa festa pega um pouco de você e você leva um pouco dela na mente, na pele e no coração. Eu que digo agora: você ainda não foi na Black Soul Samba? Não acredito!

Hoje tem TRIBUTO A CHICO SCIENCE 11/11 com Cocota de ortega e MC Rapadura (ce), às 21h, no Palafita.

2 comentários:

  1. Que texto lindo, Monique, é extremamente gratificante ver essa relação de carinho do "nosso" público, chamo "nosso" com a propriedade de que as pessoas de bom gosto musical como você, consigam sentir o verdadeiro objetivo por trás de tudo isso, como artistas e formadores de opinião, fazer com que as pessoas sem acesso possam ter opções, de se identificar com a arte e com a cultura. Lindo demais o seu texto, gostaria de te convidar te dando uma cortesia para a festa. Seu nome estará la na lista de convidados do Dj Kauê Almeida. espero você lá.. um beijão!

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  2. Kauê fico muito feliz pelo comentário, dispenso tua cortesia, prefiro mesmo voltar na Black Soul pagando, assim incentiva o trabalho de vocês :)

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