18/11/2011

Lia Sophia, sabor de amor e entrega.

"Depois do beijo o pecado. E lá vem todos com seus julgamentos"

Com um sorriso de menina sapeca, ela conquista naturalmente com seu poder de ser espontânea. É claro que já sabemos que Lia Sophia tem talento e sabe mostrá-lo, mas é preciso perceber que além da voz tão comentada de Lia, e que dificilmente não apaixona, existe uma moça poetisa.




Felizmente vi o show dela no Terruá Pará desse ano, lembrei daquelas sequências do cinema em que a atriz entra para cantar e o rosto dela é o mais iluminado de todos que estão no lugar. No filme da minha vida quando Lia aparece seu rosto delineado e sorridente surge excessivamente iluminado sem interferência da iluminação do palco ou da maquiagem.


De vestido e empunhando uma guitarra, ela ocupa o palco inteiro em segundos, é uma presença forte que abocanha corações.
A sonoridade de sua música chega para mim com os teclados de Jacinto Kahwage e com os violinos de Luiz Pardal, d'um jeito esmagador e leve.


13 faixas, sendo que apenas duas tem parceria na criação da letra e da música. O "Castelo de Luz" é um álbum que me relembra a bossa nova, o dub, o reggae e uma pitada de pop, que ouço para enfrentar paixões e para nutrir anos de felicidade com melancolia. 

Lia nos apresenta mais que romance, poesia e coisas fofas. Ela nos leva em direção a um amor mais audacioso, sacana (caracteristica que se apresenta de forma bem discreta) e carismático. 

A mulher que não tem medo de amar e, sempre, no final das contas se entrega sem pestanejar. Penso sempre assim ao ouvir a arte dessa mocinha.


Ouvindo as palavras cantadas por Lia Sophia, repenso seriamente sobre o papel da mulher na sociedade, de como algumas por conta da liberdade que conquistaram, se tornaram frias e não conseguem viver o amor e sofrer (como todos sofrem) sem pensarem em si mesmas como fracas.


"Hoje eu não quero estar sozinha, quero o teu corpo pra dançar. Essa canção não é só minha, ela foi feita pra te conquistar"
Quem dera que que os corações radicais se abrissem mais e colocassem à mostra essa sinceridade de amar, que a artista nos apresenta.

Tenho a recordação da primeira vez que a ouvi. Foi na época do álbum "Amor, amor". Quando dei o play, começaram uns baralhos de dub, como se fossem espaçonaves soltando energia no ar. Já era apaixonada pela música "Amor, amor" de Carlos Magno, aí a Lia veio e me mostrou uma nova experiência sensorial para essa música. 

Passou um bom tempo, até que vi o videoclip "Salto Mortal" produzido pela Caiana Filmes, pronto, tive a certeza que a cantora ficaria no meu mp3 permanentemente, e quer saber? Até hoje não me arrependi.

"Quem se armou vai sofrer e vai chorar, mas quem amou terá flores para regar"
Aprender amar Lia Sophia é mais fácil do que parece, é como diz Hélio Flandres do Vanguart em "Cachaça": e me atinge da melhor maneira (...) como cachaça certeira. Atinge o coração e na contrapartida faz feliz. A música dela é puro amor, que dói com sua intensidade, mas cura que é uma delicia.

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