11/12/2011

Discos e um coração partido.


"I'm a broken heart. My love is bleeding". (Eu sou um coração partido. Meu coração está sangrando)

Cada um para o seu lado.

Quando um grande amor termina acho sinceramente que é preciso mais que tristeza e conselhos dos amigos.

São necessários discos.

Cada vez que um coração se parte um cd ou um lp tem que rodar. Quando as pessoas dizem que o tempo cura, sempre imagino o tempo de um álbum.

Em uma hora e alguns minutos a gente se apaixona, briga, se desapaixona, cria esperanças, se ilude e começa tudo novamente. Um álbum nos dá tempo o suficiente para repensar algum erro bobo, ou uma ligação que se quis fazer e o medo não deixou.

Falando em tempo, faz um bom tempo que estou com o álbum do "Pélico" aqui em casa e com o do "The Bird and the bee", então já que essa semana meu coração andou meio murcho (acho que preciso comprar uma bomba de ar pra ele) separei eles para fazer aquela viagem de volta para um coração vermelho pulsante-bonito.

Na madrugada do último sábado para o domingo, coloquei o álbum do Pélico para tocar. Ouvi muito ele quando tava extremamente feliz, mas não conseguia entender porque eu não avançava no gostar pelas músicas do "Que isso fique entre nós".

Então "BUM", em alguns minutos da madrugada, com meu coração meio laranja e apagado, aceitei as músicas do Pélico, como quem aceita um abraço, um beijo, um drinque exótico, um beliscão de amor.

"E se você me perguntar, eu digo impossivel te completar se tanta coisa em mim falta, se tudo muito em mim há"

"A vida vai se encarregar e nada posso com isso"

"Nosso trato prevê o pior, mas o destino é impreciso"

Pélico com melancolia e  romantismo quase que boêmio, consegue com uma sensibilidade diferente e uma voz gostosa, nos dar dicas valiosas de como amamos, sofremos, mas sobrevivemos.
Estamos mais vivos do que realmente sentimos estar. Uma tristeza consciente, que se fez o que se pôde fazer, e é impossivél completar um outro se não chegamos no nosso próprio complemento e equilibrio.

Amar doi, mas é tão bom, e vale a dor, pelo menos para mim sempre vai ser assim.


Com meus discos escrevo meu próprios roteiros, dentre faixas e faixas que me aconselham, me impulsionam, me puxam a orelha e me fazem dormir quando penso que nada mais vai mudar. Surge uma outra Nique, que quer novas músicas ou as mesmas com versões. Como diz Pélico: tenha fé, meu bem.

Enquanto houver você e seus discos, há amor, daquele de verdade e para sempre.

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