04/12/2011

HQ, coisa de menino grande também

Muitos dos meus amigos vez ou outra vem me falar sobre histórias deles com a gibiteca do prédio do Centur. Desde que comecei a trabalhar por lá, umas horinhas antes de ir para o trabalho geralmente passo pela gibiteca, e vou direto nas pastas do Calvin ou do Superman.

É engraçado ver marmanjos sentadinhos naquelas cadeiras de crianças ou ver meninos desenhando, aprendendo os primeiros traços usando as hqs do espaço.

Contar histórias através de desenhos começou no tempo do homem das cavernas, mas do jeito que conhecemos hoje as hqs surgiram no século XIX, acompanhando os avanços tecnológicos da imprensa e o desenvolvimento do jornal.

Um dia desses pensei que queria muito montar uma dessas na minha casa, só falta ter uma casa só minha e um número imenso de gibis. Acho que os gibis dá para conseguir devagar, já a casa, vou precisar de muito trabalho, mas chego lá (risos).

Aprendi muitas coisas com as hqs e até hoje aprendo, não só sobre história ou geografia, mas sobre valores humanos. Dá uma tristeza em pensar que algumas pessoas ainda tratem os gibis como uma revistinha qualquer que não acrescenta nada no final das contas. 

A minha mãe que é professora, ficou curiosa uma vez e quis ler uma revista do Superman que levei nas férias. Tadinha, ela disse que ficou assustada. "Nossa quantos dialógos dificeis, uma história complexa", é claro que tem muita gente que vai discordar porque acham as histórias do superman fracas, mas no geral as hqs são sim narrativas complexas, com conteúdo humanizado e profundo. 



Às vezes releio umas revistinhas da Magali que tenho aqui em casa e fico espantada de como o Mauricio de Souza conseguiu e consegue mostrar as diversas personalidades que formam um grupinho de crianças e como elas vivem um mundo paralelo de situações, que os pais nem imaginam. 

Isso faz eu lembrar que minha vida parecia mais interessante e agitada quando eu era criança, porque era como eu costumava dizer; ah mãe, me deixa, tô fazendo minhas coisas! Aí minha mãe retrucava risonha: que coisas já menina? (risos)

O acervo da gibiteca tem mais de 22 mil histórias em quadrinhos. Histórias do X-men, Zé Carioca, Zorro, Tio Patinhas, Tex, Tomb Raider, Aquaman, Akira, Turma da Mônica, Batman, Calvin, Capitão América, Cavaleiros do Zodíaco, Chiclete com Banana, Henfil, Mad, Menino Maluquinho, Recruta Zero, Sandman, Superman, Grandes Heróis Marvel, além de revistas do selo Vertigo, gibis raros e  religiosos. Imagina ter um acervo desses em casa?

Costumo comprar hqs novinhas, mas também gosto de comprar n'uma loja lá da Presidente Vargas que vende umas raridades e n'uma banquinha que fica em São Brás. Quando a música não tá tocando tem uma pilha de gibis no chão esperando a vez para ficarem juntinhos comigo dentro da rede, todo mundo deveria experimentar.

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