13/01/2012

O blá blá blá do estereótipo





Alguns falam que tenho uma atração fatal pela fofura, até concordo. Taí Belle and Sebastian no meu mp3 que pode me denunciar, mas desde o ano passado tem uma pessoa dentro de mim que curte um som mais agressivo, o que é totalmente normal.

Não acho que gostos diferentes me façam alguém desconexa ou sem profundidade. Há mais profundidade em quem não alimenta preconceitos musicais, do que nos que se recusam a ouvir e experimentar novas coisas, as julgando sem argumentos válidos.

Por esses dias ouvi alguns comentários sobre a votação do Festival Open Air, e dentre eles o que mais me chamou a atenção foi: “Nique sabes né que tem alguns metaleiros que não respeitam o Roosevelt Bala porque o cara toca também na banda Zona Rural?!”. Então depois disso pensei um pouco e conclui: quanta bobagem alguém pensar assim.

É claro que o Bala merece todo respeito da classe do heavy metal e de todas as vertentes do rock. Ele e a banda Stress são precursores de uma cena que conta também a história de uma Belém dos anos 80, que efervesceu o começo da cultura que nos veste hoje e que muitos se orgulham de ter ou participar.

Quanta balela dizer que o artista não merece respeito porque toca em uma banda com outra proposta. Limitado não é o Bala e sim quem o repudia por esse fato. Já passou mais do que da hora de quebrarmos estereótipos preconceituosos e desnecessários.

Outra coisa que me irrita bastante é dizer que o rock deixou de ser o rock. Virtuosidade na guitarra retrata algumas vertentes do estilo. Não significa que se as bandas perderam a veia da virtuosidade elas perderam em qualidade e atitude. 

A voz do João Gilberto por exemplo não era nada parecida com os cantores das rádios, ele se expressava quase que pra dentro, com uma voz tímida e um violão, mas também foi considerado de qualidade. Entende?! É tudo uma questão de olhar com outros olhos o mundo.

As bandas de punk não tem virtuosidade nos instrumentos como as bandas de metal clássico, mas tem tanta atitude quanto, e olha gente, eu curto metal, não é minha vertente favorita do rock, mas confesso que a Monique que se apaixonou pela música começou no metal, bebendo sangria e implorando para o pai por mais 10 reais pra comprar CDs piratas.

Agora podem me odiar por tudo que disse ou levantem o copo e brindem comigo: por pessoas que rotulem menos e que amem a música mais.

2 comentários:

  1. Curti o txt Monique, e eu assino embaixo! Eu reconheço que me enquadrava nesse contexto preconceituoso certa época, mas hj em dia, curto mto mais escutar várias coisas diferentes ao mesmo tempo! Todos os gêneros tem sempre coisa que presta e coisa que não presta, por isso gosto de escutar, gosto de conhecer!
    E o Bala merece td respeito do mundo claro! Agora o cara tem q sobreviver né? Se ele dependesse só do "Deus metal" ia ser meio foda! hehehe

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  2. Fora que a vida de quem opta por ser músico não é fácil, claro que não quero que todo mundo goste de tudo, mas que consigamos respeitar e dar valor no que é pra se dar :)

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