05/03/2012

Johny Rockstar e a canção reversa.

Antes de tudo, clique aqui.

"Sem pensar eu digo que não precisva ser assim, sem dormir eu sonho acordado com você aqui"

Esse não é um texto sobre a carreira de ninguém, nem pra falar de outras músicas da banda. É um texto que mais parece um ponto no universo, sobre sentimentos, sobre impressões de uma música, que querendo ou não me fizeram lembrar do quanto gosto desses rapazes.



Tenho 23 anos, não vivi tantas coisas, mas a vida não é quantitativa, ela é qualitativa, quando se fala de verdadeiras experiências. Melhor ainda quando se junta as duas coisas e está na estrada por algum tempo e tudo que você faz, apesar de maduro, soa sempre como se fosse a primeira vez.

Essa semana vi o clipe novo da banda Johny Rockstar (Canção Reversa) e me reapaixonei por eles. A banda faz com que o rock flua como deve ser, com um som que preenche todos os cantos da casa e transmite a mensagem de que ainda existe gente que se importa com a música.

Nos primeiros 20 segundos de "Canção reversa" a banda já consegue te prender (no bom sentido), essa música me dá vontade de praticar minha guitarra, baixo e bateria imaginária. Fechar os olhos e cantar junto. Não há nada melhor que cantar sobre amor doído e triste em forma de rock. É um relaxamento total, não tem remédio melhor.

Vou confessar, tenho uma espécie de tique nervoso, quando eu gosto de um som eu ouço seguidamente como se fosse a última música da face da terra, até que a canção diga algo além do que no raso quer dizer. 


Tenho uma mania de imaginar que as músicas que gosto são uma espécie de complô contra mim, para que eu me desarme ou me arme contra ou a favor das coisas. Coisa de gente com mania de perseguição. E Johny tem um complô de ler minhas fases.

Sempre meço a qualidade de uma banda pelo sentimento que ela desperta, raramente vou me ater a falar unicamente do som, mas em todo caso lá vai.

Na maioria das bandas que acompanho sempre tem um instrumento que prefiro, mas as pessoas me dão sermão dizendo que esse negócio de falar que "algo da banda é melhor" soa como se eu excluísse o conceito de banda. 

Johny Rockstar tem esse conceito, é uma das poucas que eu gosto mesmo de tudo, começo ouvindo os riffs (de menino que treinou o dia inteiro dedilhados em casa até a cabeça do dedo sangrar), depois vou para o baixo (que naturalmente não se mostra coadjuvante). 


Aí vou para os vocais, que são a cara do rock and roll dos caras (que no fundo são meninos românticos rs). Enquanto tô fazendo esse passeio a bateria tá lá tocando, ocupando outra parte do meu cérebro e dando um ritmo infernal a tudo, e quando falo infernal, acredite, isso é um elogio.

O clipe tem a direção de Bernie Walbenny, que dirigiu também o clipe "Estou bem mesmo sem você" do Aeroplano, que também é ótimo. Comparando os dois clipes (lá vai ela comparar!) percebo que o Walbenny tem uma ideia muito legal em ambos, que é a de dar preferência em mostrar as bandas tocando, captando caras e bocas dos roqueiros pirando e intercalando com imagens deles sem os intrumentos. Engraçado como ficam timidos sem eles.


Johny Rockstar me lembra dos meus amigos, das desculpas que dava em casa para ver shows, das aulas que deixei de ver para namorar e da vontade de fazer o que me realiza. Todos os shows que vi da banda me chegaram de forma única. 


No final sempre ficava com a sensação que poderiam ter tocado mais e mais, porque não tem como lembrar que existe tempo correndo quando vemos e ouvimos esses rapazes.

Só consigo ficar ansiosa pela apresentação deles no Grito do Rock no pier das 11 janelas (17 de março), porque é quase certo que vou ver uma apresentação que se não balançar meu coração creio que meu caso será grave, porque não tem como não sentir nada ouvindo Johny Rockstar.




Para saber mais da banda acesse o site oficial aqui.

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