12/06/2012

"Blunderbuss" de Jack White dá tesão.


"Ela não se importa com que tipo de ferimentos ela me inflige. Ela não se importa com a cor dos hematomas que ela está deixando em mim, porque ela tem liberdade no século 21"
Passei alguns anos da minha vida morando em Manaus, não lembro de muitas coisas de lá, mas lembro que queria estar novamente em Manaus quando soube que o "White Stripes" ia tocar no Teatro Amazonas. E pensar que ele se casou nessa ocasião em que esteve em Manaus, no meio de um rio.

Passei muito tempo da minha adolescência comprando aquelas balinhas vermelha e branca, que eram iguais a arte da bateria da banda. Minhas amigas na época gostavam muito da Meg, com aquela jogada de cabelo dela que não sei se tinha algo de sexy, nunca parei pra pensar nisso.

Eu gostava mesmo do Jack White (ainda gosto é claro), lembro que um dos grandes momentos da minha vida musical foi quando vi um vídeo dele tocando com o Bob Dylan.
Aqui e alí dá pra encontrar umas versões feitas pelo Jack para homenagear o Bob, que são muito bem feitas, como "One more cup of coffee" ou "Blackjack davey".


Meu álbum favorito deles é o "White Bloods Cells", que me lembra uma Monique que sonhava em morar na fazenda, usar botas de couro e beber cerveja preta.

Não é novidade que Jack White sempre teve muita influência do country e do folk. Mostrou isso não só no White Stripes ou no "The Raconteurs", mas também no seu recente trabalho, que pela primeira vez assina solo.

"Blunderbus" é um álbum que além das já influências do country, folk e blues, nos mostra um Jack não muito cheio de novidades, mas um Jack que reafirma sua qualidade musical.

Para alguns "Sixteen Saltines" é a melhor do álbum, mas ouça com mais atenção faixas como "Freedom at 21" que tem uma bateria "desorientada" ao fundo, que chega a confudir se você escolher se concentrar nela, um efeito interessante.

Antes do lançamento oficial do disco Jack apresentou a "Freedom at 21" para o público de uma forma diferente. Ele colocou a música em discos flexíveis amarrados em mais de mil balões de hélio. Coisas de Jack White.

Muito alarde foi feito em cima de "Love Interruption", apesar de ser uma balada belissima não chega aos pés de "Take me with you when you go" onde o artista aposta em um vocal cheio de melodia, com um piano bem divertido.

E um rock and roll bem cru em "I'm Shakin" com direito a palmas e backvocals femininos, bem do jeito que o diabo gosta.

O que mais gosto nele é que assim no palco dá pra perceber que Jack se envolve com sua guitarra, já não dá pra saber onde começa um e termina o outro. A relação do músico com seu intrumento é quase sexual, existe uma quimica única que une homem e objeto, talvez por isso tantos homens batizam suas guitarras com nomes femininos.

Então vale assistir o documentário que reúne Jack White, Jimmy Page e The Edge, que mostra a relação desses músicos com seus instrumentos. Chama-se "A Todo Volume".

Sinceramente se Jack White não fosse músico seria personagem de filme, porque tocar a alma das pessoas com sua arte é o que ele faz de melhor.

E sim, pode me chamar de fã.


Nenhum comentário:

Postar um comentário