24/07/2012

Dia do escritor, até o de bula.



Dia do escritor é no dia 25 de julho. Pensei em falar sobre os escritores que mudaram minha vida, sobre aqueles nomes que marcaram meus pensamentos, mas sinceramente soaria meio chato, no fundo ninguém quer saber como eu idolatro Saramago, Proust ou Benetito Nunes.

Essa data me lembra mesmo as crianças e aqueles que são escritores sem saber. Meninos gripados assoando o nariz ao mesmo tempo que tentam escrever suas redações sobre "E se o mundo acabasse hoje, o que você faria?", adolescentes rebeldes que ficam aterrorizados por serem obrigados a no minimo alcançar as quinze linhas sobre drogas e gravidez na adolescência.

Não que esses não sejam temas importantes a se escrever, mas quando escrever se torna um peso se transforma em tudo menos no real significado do que é escrever. 

Minha teoria é que todos que tiveram diários queriam ser no fundo descobertos, queriam ser lidos. Então vieram os blogs, a gente escrevia sobre a própria vida e com a vontade mesmo que lessem (quem sabe seria necessário em alguns casos implorar por um comentário). Eram tempos (quase) legais.

Escrever é também uma arte, que envolve técnica, mas amor. Será mesmo que todo texto tem amor envolvido? O que me dizem das páginas policiais, econômicas e as bulas de remédio. Ah! Essas sim sempre foram meu bem querer. Sempre gostei de ler as bulas, principalmente a parte da superdosagem e os sintomas colaterais. Quem escreve as bulas? Sempre imaginei que fossem duendes escritores, com suas antenas mágicas.

As receitas de bolo da minha vó com uma letra tão bonita, me soavam como poesia, imagina só, aquelas palavras enfileiradas depois de alguns minutos crescem e pá! vira bolo. Quantos escritos viram bolo? Quantas palavras por dia se pode comer? Espero que muitas.

Felicitações pra você escritor e pra você que ainda não sabe se aquele seu texto presta. Felicitações para aqueles que vivem dizendo que vão escrever um livro, mas ainda nem escolheram o tema.

Eu? Eu escrevo porque não sou atleta, canto mais ou menos e sei amar estranho. Escrevo porque no lugar de grana eu sempre tive caneta. MENTIRA. Escrevo porque de algum jeito quero estar por aí n'um pedaço de papel ou grudada com um html, escrevo porque escrever é foda. 

Escrevo para o mundo ficar Odara (risos). 

2 comentários:

  1. Quem escreve as bulas do remédio são os químicos que os produzem rs, minha prima se formou em química e eu descobri. Bom, eu tenho vários esboços guardados, e também escrevia em AGENDA - nunca chamei de diário justamente por ter vontade de que um dia alguém lesse, nem que fosse eu mesma mais velha.
    Aliás, eu adoro pegar minhas agendas e comparar o que eu tinha feito naquele dia e o que fiz hoje, me alegrando com o que melhorou, com o que eu superei, e rindo das coisas que pareciam infinitamente importantes.
    Até hoje eu uso agendas, mais para anotar tarefas, mas sempre deixo um espaço para registrar meus pensamentos. Eu simplesmente não consigo viver sem registrar o que acontece, se não por escrito, por fotos, ingressos, convites, presentinhos, qualquer coisa. Acho que faz parte do jornalismo - e da história, minha grande paixão -!
    Enfim, parabéns pra ti, pra mim, e pra todo mundo que clicou nesse texto. Afinal, se a pessoa clicou aqui, provavelmente ela se identificou com o tema, logo, também é uma escritora.
    Um beijo no seu coração indie, Moniiiiique :)

    haha!

    Nayra Bastos.

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  2. se eu falar alguma coisa estraga a beleza desse comentário, sou fã da tua escrita Nayra, sempre vou ser :)

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